sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O FIM

Fim da vida
coração dilacerado
alma partida
o futuro enterrado
o passado esquecido
carne morta
o presente não importa
hoje a porta foi aberta
vivo em outra dimensão
não tenho dor
só sinto falta da paixão
do corpo quente
a pele ardente
de pensar em não morrer
de respirar o ar do amor
tentei chorar
relembrar o seu olhar
só vi a luz
a que conduz a sua imagem
a miragem lá no céu
em uma folha de papel
forço o grito
mas não sinto
acredito que parti
admito que morri
mas donde estou
só restou esta tortura
vou procurar a ruptura
encontrar e transpassar
quero voltar
quero viver
e quero amar .


CLAUDIO F. SANTOS

Um comentário:

INFINITO disse...

CLAUDIO, TODA A TUA OBRA É BELÍSSIMA.
PARABÉNS POETA.


INFINITO AZULZINHO