sábado, 4 de julho de 2009

MINHA VIDA

tentei ser seu marido
seu amante
seu eterno namorado
mas não posso
sou boémio

esta vida me escolheu
e a noite me acolheu
minha sina é sofrer
e viver no abandono
é o conforto do meu ser

a bebida é o elixir
que usufruo pra existir
os seus beijos o alimento
o contento de minha alma
que definha
ao negar os seus desejos

o cigarro
é veneno que imploro
que acalma
e que tanto ignoro

as madrugadas ao relento
são meu carma
um alento para o choro
que desagua dos meus olhos

quando imploro seu carinho
e a resposta é negativa
me atinge intuitiva
como espinho

e o copo de cachaça
que conduz ao desatino
é presença obrigatória
pois a vejo aleatória
no seu fundo

e no intuito de alcança-la
bebo a esmo
me embriago
e a cargo desse ato
sou eu mesmo

um boémio apaixonado
pelo amor desenganado
um insano deprimido
com futuro corrompido

sobrevivo do engano
dos meus erros e acertos
e dos fatos mais incertos
que acontecem a revelia
e transformo em poesia .

CLÁUDIO F SANTOS .

3 comentários:

Luana disse...

LInda.....poesia, como escreves tão bem

Luana Santos

Fátima disse...

vc é o maximo parabens garoto vou entrar aqui todos os dias
beijaooooooooooooooo

andrea pasquarelli disse...

mto boa , gostei ...esta de parabens